Vida de fumante…

Parar de fumar foi, sem dúvida alguma, uma das coisas mais difíceis que eu já fiz. Aproveitei o embalo de uma tosse chata e decidi largar esse vício que eu convivia há cerca de 10 anos.

Isso mesmo, uma década refém de uma coisa que tem uns dez centímetros. É incrível como superestimamos nossa falta de força de vontade, porque para parar o que você mais vai precisar é de força de vontade e não é impossível.

Eu não tinha um objetivo traçado, muito pelo contrário… era aquele tipo de fumante convicta que diz aos quatro ventos que parar de fumar não está nos planos do momento. O que me ajudou foi apenas que tirei proveito de uma situação favorável.

Faz três meses que não fumo. Faz três meses que eu não cheiro a cigarro. Faz três meses que a minha casa e as minhas roupas são cheirosas. E foi muito mais fácil do que eu esperava.

Os primeiros dias são difíceis, mas a vontade diminui crescentemente e conforme os dias vão passando fica cada vez mais controlável. Claro que eu evitava os momentos que eu associava ao vício, nos primeiros dias cheguei a dormir 9h da noite (nunca ia antes da meia noite) para não cair em tentação e fiquei 12 dias sem colocar uma gota de cerveja na boca.

O detalhe maior é que parei com um maço aberto na bolsa e outro em casa. Decidi enfrentá-lo de frente, não fugir dele. O mundo vai continuar fumante e conviver com o cigarro tem que ser, no mínimo, tolerável.

Também comi feito uma louca… criei uma tática que me ajudou muito… mas isso já é outro assunto…

Amigos…

Amigos são pessoas que fazem parte da nossa vida e cada um tem a sua importância para nós. Alguns compartilham momentos, emoções, alegrias e tristezas, depois somem e ficam apenas como aquela lembrança de um tempo que não volta mais.

Mas, tem também os que estão sempre presentes, de uma forma ou de outra. Aqueles que as palavras são dispensáveis, que um olhar ou o tom da voz bastam para saber quase tudo que está acontecendo.

Hoje revi duas amigas muito queridas que estão na minha vida há quase 18 anos. Sentamos, tomamos um vinho, rimos, lembramos e, claro, colocamos a fofoca em dia.

Essas amigas são dessas que te conhecem do avesso, que você pode ligar as três da matina pra chorar mágoas ou pedir um socorro porque a gasolina do seu carro acabou. Estão presentes nas melhores lembranças e, com certeza, em bons momentos do futuro.

Fico feliz em poder dizer que tenho pessoas de extrema confiança comigo há tanto tempo assim. Pessoas que conhecem sua família e te aceitam com todos os, no meu caso não poucos, defeitos.

Torço para que todos possam ter esse companheirismo, cumplicidade e amizade que não te cobra nada e não precisa de tipos nem farsas… que é extremamente sincera e verdadeira… Ainda bem, tenho algumas pessoas que posso compartilhar esse sentimento!!! Sem contar os que vão se agregando ao longo da vida!!!

Amo vocês meus amigos queridos!!!

Leituras…

Andar de ônibus e metrô tem vários pontos positivos. Eu destaco a possibilidade de usar esse tempo para ler um bom livro. São 40 minutos diários entretida nas palavras que me levam para longe.

Foram três livros em setembro: A insustentável leveza do ser, Ensaio sobre a cegueira e um de crônicas da Danuza Leão (afinal os dois primeiros já têm carga suficiente!).

Nenhum lançamento na lista acima, mas, indiscutivelmente, grandes títulos da literatura mundial. O primeiro foi responsável por uma longa reflexão sobre o peso e a leveza que cada um carrega.

Saramago tem um jeito super particular de escrever, o chamado ‘parágrafo contínuo’ estranha no começo, mas a estória é tão envolvente e surpreendente que fica impossível não passar o dia pensando e tentando chegar a uma conclusão sobre a súbita cegueira branca.

Depois desses dois livros em um mês só me resta assistir ao documentário ‘Nós que aqui estamos por vós esperamos’ e dançar para o sol abraçando uma árvore…

Boa noite!

Mudanças…

Não tenho a pretensão de criar um local que sirva de referência para as outras pessoas, muito pelo contrário… Meu real objetivo ao criar esse ‘espaço’  é compartilhar as experiências e trocar informações sobre as diferentes fases que passamos na vida.

Tenho um amigo que sempre fala: “Quanto mais eu te conheço, mais ‘Brunas’ descubro em vc!”. Sou assim mesmo, várias em uma… Já fui patricinha, bicho-grilo, desencanada, fumante, esportista, magricela, mais cheinha, solteira convicta, casada… e por aí vai.

Mas essas coisas não vem ao caso… mão, ou dedos, a obra e sejam todos bem-vindos!!!!