Esportes…

Nunca fui muito fã de esportes (qualquer um)… Fiz hipismo durante 11 anos e, até hoje, foi o único que realmente me empolgou (mesmo assim não costumo assistir pela TV). Meu pai é formado em Educação Física, minha mãe ama qualquer esporte e meu irmão é um dos torcedores do São Paulo mais fanáticos que conheço… Conclusão: sempre fui o ‘patinho feio’ de casa para esses assuntos.

Não tenho a menor paciência para assistir a um jogo de futebol inteiro… corrida de Fórmula 1 então nem pensar! Mas o destino, às vezes, prega peças… e em uma destas enrascadas fui trabalhar na editoria de esportes…

Justo eu, que nunca escrevi uma matéria sequer sobre essa editoria durante a faculdade (geralmente era Cultura, Política ou Economia). Justo eu, que nunca entendi esse fascínio passional que as pessoas têm. Justo eu, que não entendo bulhufas de esporte algum…

Já são quase dois anos dedicados aos esportes… Continuo não sendo apaixonada, mas desempenho meu trabalho com muita paixão. Gosto de todas as editorias, hoje em dia ainda mais, porque aprendi que gosto mesmo é de ser jornalista, não importa qual o assunto…

Gostar do que se faz, e fazer com prazer, é um grande passo para ser um bom profissional. Porque assim, no meu caso, não importa se estou cobrindo uma festa, um jogo ou as eleições… Tanto faz mesmo, o que importa é estar lá fazendo o que eu mais gosto!

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Livros…

Desde pequena desenvolvi o hábito de ler… Tenho guardado na memória, com carinho, o primeiro livro que ganhei, foi um momento mágico e tão impressionante que o dia ainda está preservado com uma riqueza de detalhes incríveis… Foi na Centenário (revistaria e livraria de Poços de Caldas) e eu escolhi um livro verde chamado “O Caracol”…

Mal sabia eu, que aquele pequeno objeto seria apenas o primeiro, de muitos, que seriam responsáveis por me trazer conhecimento, conhecer lugares impressionantes e personagens maravilhosos…

Quando eu cresci um pouco mais, não muito, amava passar as manhãs na Biblioteca Municipal que ficava na Praça da cidade… Era delicioso entrar naquela casa na beira do rio e sentir aquele cheiro característico de muitos livros reunidos… Tinha uma coleção que eu amava sobre lendas e mitos brasileiros… Foi lá que conheci Negrinho do Pastoreio, Saci-Pererê e muito outros personagens do nosso folclore. No local, hoje, é um café e não preciso nem dizer que é parada obrigatória cada vez que vou para lá…

Outro fato que colaborou para a minha paixão pelo mundo das letras e histórias foi a minha dificuldade para dormir. Sempre tive insônia, dormir nunca foi uma das coisas que fizesse com facilidade e como na época não tinha TV no quarto, para enganar o tempo nada melhor do que passar as noites lendo vários livros…

Gosto de me entregar às páginas amareladas pelo tempo e ao cheiro de livro usado com o papel bem poroso, gosto de ser a primeira a desvendar um exemplar novo quando o livro, como diria uma amiga, ainda está ‘crocante’. Gosto de livrarias e bibliotecas… De romances e biografias, de infantis e sobre psicologia… Auto-ajuda é o único gênero que não costumo ler. Gosto de comédia e de drama, de literatura brasileira, francesa, ucraniana e americana. Gosto de fadas, bruxas e vampiros. Gosto de muita coisa, quase tudo.

Um ótimo presente é um livro e um ótimo programa é passear numa livraria (gosto muito mais do que shopping)… Adoro! Sinto que eles são capazes de mudar as pessoas, os pensamentos, as convicções, os amores e dissabores da vida. Se entregue à leitura e veja que o mundo pode ser muito, mas muito, mais interessante.

Contar calorias…

É sério… Passei a minha infância, adolescência e início da vida adulta como uma das mais magras da turma, as calças ou eram largas ou curtas, não existia meio termo! E sempre AMEI comer… Principalmente salgados cheios de massa e queijo! Mas, ainda bem, nunca engordei…

Comia horrores a qualquer horário, isso incluí aquele lanche de 2 mil calorias as 5h da matina pra deitar na cama sorrindo e feliz depois de 10 latinhas de cerveja e uns 2 capetas… Ou então aquele pacote de bolacha recheada no meio da tarde… E até mesmo os vários pedaços de pizza no jantar! Sem engordar um grama (ê tempo bão)

Qualquer das extravagâncias acima soariam hoje como uma das maiores heresias com o meu corpo que se esforça diariamente para perder aqueles tão sofridos últimos 4kg da dieta.

É, isso mesmo, eu já FUI magra não sou mais (ao menos não se não me cuidar)… já pesei até mais do que eu deveria (muito mais na verdade)… Perder os quilinhos indesejáveis se fez aos poucos… numa primeira leva foram 5kg… Na última dieta (q já dura 10 meses) foram 9kg, uma super vitória!

O bom disso é que aprendi a conviver de dieta… Claro que tenho os dias de Mc Donald’s, pizzas ou docinhos… mas faz muito tempo que não como uma lasanha ou bacon, por exemplo…

O lance e a grande preocupação é não deixa escapar (como diria um amigo meu)… As exceções podem ser abertas, mas no dia seguinte tem que segurar um pouco mais a onda… E dá-lhe contar calorias, arroz integral, grãos integrais, linhaça, chá verde e tudo mais que (dizem) ajudar a perder as gordurinhas… Vou experimentando novas táticas para driblar a fome e a vontade louca de comer chocolates, carboidratos e outras cosinhas gostosas…

Meu grande problema é a convivência com o Preto… é trevas ser casada com um chefe de cozinha, pois resistir as suas tentações são um martírio… Por isso, passo a semana pianinho para poder experimentar tudo (várias vezes) quando estamos juntos e aí sim deliciar as delícias gastronômicas sem culpa… Bom, talvez, só um pouquinho!

Frio…

Parece que o frio chegou e o clima paulistano está cada vez mais com cara de outono/inverno. Gosto do calor com gosto de cerveja, maresia e picolé de chocolate… Mas o frio tem um cheiro bom de nostalgia.

Passei a minha infância e adolescência em Poços de Caldas, sul de Minas Gerais, a cidade é linda e, acredito que muito pela geografia, faz frio na maioria dos dias do ano… Em alguns faz MUITO frio. Lá se dorme com edredom 365 dias e sair com um casaquinho pra quando o sol se põe é fundamental até no verão.

Eu, particularmente, não gosto de frio… Meu corpo fica tenso e meus músculos doem, levantar de cama é um sofrimento inenarrável, tomar cerveja me dá mais frio e a minha rinite aparece com força total… Gosto do calor, do corpo de fora e bronzeado, parece que as pessoas são mais saudáveis e bonitas… mas o frio é mais elegante, mais austero.

Esses dias frios com sol me remetem aos recreios do colégio… Quando disputávamos um espaço no pátio para fazermos a “fotossíntese” e aquecermos nossos corpos… Respirar este ar que gela as narinas me lembra de tantas coisas boas e que ironicamente aquecem o coração.

Sem contar que é muito bom tomar um bom vinho e comer algo quentinho…. também é gostoso se aquecer na beira de uma lareira, fogueira ou nos braços do Fá, agora dormir de meia é proibido (até mesmo pra ele).

Todos os climas têm seus prós e contras, eu sempre vou preferir o calor… Já disse isso quando estavam 40ºC… Mas o sentimento que sinto quando o frio chega é tão bom que também me deixa feliz!

Re-Encontros

Depois de deixar o blog bem abandonadinho, resolvi retomar este espaço para celebrar um evento que está chegando!

Este ano faz 10 anos que entrei na faculdade e com essa mudança, aos 17 anos, tive contato com um mundo de novas possibilidades, músicas, amigos e sentimentos. Morei oito anos em Piracicaba e desde que eu vim para São Paulo, há pouco mais de dois anos, voltei apenas uma vez para o ‘Lugar onde o peixe para’.

Tenho pessoas muito queridas que ainda moram lá e sinto cada vez mais vontade de aparecer de vez em quando, mas acho que essa demora se deve ao fato de eu ter saudades de uma cidade que não existe mais… ficou lá perdida entre os anos 2000 e 2004 (mais ou menos)….

Era uma época que o que importava era, quase sempre, onde íamos tomar uma cerveja, ou o capeta, depois da facul ou pra onde iríamos depois que a balada acabasse… Quase sempre terminávamos a balada na Rua São José, não lembro o número, mas ficava entre a Governador e a Benjamin… A sobreloja que marcou a minha vida, com direito a baladas sem fim, um vizinho maníaco, uma faxineira traveco e vários agregados… ê saudades da Circo Cassino Albergue, que ficava alegre quando os palhaços pegavam fogo (sirva a carapuça a quem servir).

Neste próximo final de semana, 10 de abril de 2010, organizamos um reencontro para relembrarmos os tempos áureos da Cassino Albergue e agregados!! Estamos todos numa empolgação só!! Serão dois dias numa chácara com muita carne e cerveja, sem miséria… Isto é um pouco diferente dos perrengues que passávamos, ainda bem que as coisas mudaram… Alguns casados, outros com filhos,vai ser bom ver que o tempo não passou só pra mim, pro Fá e para os que vejo com mais frequência. Vai ser bom dar risadas lembrando algumas presepadas e trapalhadas…

O tempo não volta, mas um reencontro deste pode nos dar a impressão que temos, de certa forma, esse poder!