Esportes…

Nunca fui muito fã de esportes (qualquer um)… Fiz hipismo durante 11 anos e, até hoje, foi o único que realmente me empolgou (mesmo assim não costumo assistir pela TV). Meu pai é formado em Educação Física, minha mãe ama qualquer esporte e meu irmão é um dos torcedores do São Paulo mais fanáticos que conheço… Conclusão: sempre fui o ‘patinho feio’ de casa para esses assuntos.

Não tenho a menor paciência para assistir a um jogo de futebol inteiro… corrida de Fórmula 1 então nem pensar! Mas o destino, às vezes, prega peças… e em uma destas enrascadas fui trabalhar na editoria de esportes…

Justo eu, que nunca escrevi uma matéria sequer sobre essa editoria durante a faculdade (geralmente era Cultura, Política ou Economia). Justo eu, que nunca entendi esse fascínio passional que as pessoas têm. Justo eu, que não entendo bulhufas de esporte algum…

Já são quase dois anos dedicados aos esportes… Continuo não sendo apaixonada, mas desempenho meu trabalho com muita paixão. Gosto de todas as editorias, hoje em dia ainda mais, porque aprendi que gosto mesmo é de ser jornalista, não importa qual o assunto…

Gostar do que se faz, e fazer com prazer, é um grande passo para ser um bom profissional. Porque assim, no meu caso, não importa se estou cobrindo uma festa, um jogo ou as eleições… Tanto faz mesmo, o que importa é estar lá fazendo o que eu mais gosto!

Anúncios

Leituras…

Andar de ônibus e metrô tem vários pontos positivos. Eu destaco a possibilidade de usar esse tempo para ler um bom livro. São 40 minutos diários entretida nas palavras que me levam para longe.

Foram três livros em setembro: A insustentável leveza do ser, Ensaio sobre a cegueira e um de crônicas da Danuza Leão (afinal os dois primeiros já têm carga suficiente!).

Nenhum lançamento na lista acima, mas, indiscutivelmente, grandes títulos da literatura mundial. O primeiro foi responsável por uma longa reflexão sobre o peso e a leveza que cada um carrega.

Saramago tem um jeito super particular de escrever, o chamado ‘parágrafo contínuo’ estranha no começo, mas a estória é tão envolvente e surpreendente que fica impossível não passar o dia pensando e tentando chegar a uma conclusão sobre a súbita cegueira branca.

Depois desses dois livros em um mês só me resta assistir ao documentário ‘Nós que aqui estamos por vós esperamos’ e dançar para o sol abraçando uma árvore…

Boa noite!