Vida de fumante…

Parar de fumar foi, sem dúvida alguma, uma das coisas mais difíceis que eu já fiz. Aproveitei o embalo de uma tosse chata e decidi largar esse vício que eu convivia há cerca de 10 anos.

Isso mesmo, uma década refém de uma coisa que tem uns dez centímetros. É incrível como superestimamos nossa falta de força de vontade, porque para parar o que você mais vai precisar é de força de vontade e não é impossível.

Eu não tinha um objetivo traçado, muito pelo contrário… era aquele tipo de fumante convicta que diz aos quatro ventos que parar de fumar não está nos planos do momento. O que me ajudou foi apenas que tirei proveito de uma situação favorável.

Faz três meses que não fumo. Faz três meses que eu não cheiro a cigarro. Faz três meses que a minha casa e as minhas roupas são cheirosas. E foi muito mais fácil do que eu esperava.

Os primeiros dias são difíceis, mas a vontade diminui crescentemente e conforme os dias vão passando fica cada vez mais controlável. Claro que eu evitava os momentos que eu associava ao vício, nos primeiros dias cheguei a dormir 9h da noite (nunca ia antes da meia noite) para não cair em tentação e fiquei 12 dias sem colocar uma gota de cerveja na boca.

O detalhe maior é que parei com um maço aberto na bolsa e outro em casa. Decidi enfrentá-lo de frente, não fugir dele. O mundo vai continuar fumante e conviver com o cigarro tem que ser, no mínimo, tolerável.

Também comi feito uma louca… criei uma tática que me ajudou muito… mas isso já é outro assunto…

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