Bastidores do Fashion Week

Muito glamour, estilo, saltos, brilhos e beleza… é essa a impressão que a maioria das pessoas tem do São Paulo Fashion Week, o maior evento de moda da América Latina, né? Bom a resposta é que tem tudo isso mesmo, mas para quem está fazendo a cobertura, o buraco é um pouco (bem) mais embaixo.

Cobrir um evento desse porte é tragicômico… Todo mundo montado no melhor look, ligado nas últimas tendências da moda, fazendo ‘carão’ quando está assistindo ao desfile… Mas, espera até aparecer a Maria Rita.. É um Deus nos acuda, é neguinho descendo do salto sem a menor cerimônia, é a lei da selva, literalmente… Vence o mais rápido, mais esperto e quem, principalmente, não se intimida com cara feia!

Na hora de entrar no desfile disputado, outro suplício… Não tem o ‘Selo Social’ então você vai ter que rebolar para conseguir entrar e fazer a cobertura… Se for o desfile da Colcci com Gisele Bündchen e Reynaldo Gianecchini então, aí só com muita reza braba! A fila para entrar nesse desfile desanimava os mais animados e apaixonados pela profissão… Isso sem citar o, mero detalhe, que estavam 9°C e era o último desfile do domingo (veja bem DOMINGO).

Mas é recompensador vencer essas batalhas, conseguir entrevistar quem não deu entrevista para quase ninguém, essas pequenas (ou não!) conquistas que te fazem chegar em casa cheio de orgulho e com (mais do que nunca) sensação de dever cumprido.

Os bastidores, camarins e afins são também glamourosos, estilosos, cheios de brilhos e belezas… Mas cada vez que você tem que enfrentar o assessor que controla quem entra e quem sai é cansativo, o grande segredo é enfrentar tudo isso de bom humor e cabeça fria… Tudo vai dar certo, basta ser otimista, não se deixar intimidar e acreditar no seu trabalho!

Esportes…

Nunca fui muito fã de esportes (qualquer um)… Fiz hipismo durante 11 anos e, até hoje, foi o único que realmente me empolgou (mesmo assim não costumo assistir pela TV). Meu pai é formado em Educação Física, minha mãe ama qualquer esporte e meu irmão é um dos torcedores do São Paulo mais fanáticos que conheço… Conclusão: sempre fui o ‘patinho feio’ de casa para esses assuntos.

Não tenho a menor paciência para assistir a um jogo de futebol inteiro… corrida de Fórmula 1 então nem pensar! Mas o destino, às vezes, prega peças… e em uma destas enrascadas fui trabalhar na editoria de esportes…

Justo eu, que nunca escrevi uma matéria sequer sobre essa editoria durante a faculdade (geralmente era Cultura, Política ou Economia). Justo eu, que nunca entendi esse fascínio passional que as pessoas têm. Justo eu, que não entendo bulhufas de esporte algum…

Já são quase dois anos dedicados aos esportes… Continuo não sendo apaixonada, mas desempenho meu trabalho com muita paixão. Gosto de todas as editorias, hoje em dia ainda mais, porque aprendi que gosto mesmo é de ser jornalista, não importa qual o assunto…

Gostar do que se faz, e fazer com prazer, é um grande passo para ser um bom profissional. Porque assim, no meu caso, não importa se estou cobrindo uma festa, um jogo ou as eleições… Tanto faz mesmo, o que importa é estar lá fazendo o que eu mais gosto!